Sou indivisível.
Sua.
E só.
Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego…
Deu uma vontade de te ter aqui. Vontade de um abraço apertado, um beijo demorado e de ouvir tua voz. Vontade de te fazer sorrir e de rir junto. Vontade de deitar com você, falar sobre o futuro, e deixar o tempo passar. Uma vontade enorme de que seja só eu e você.
Última carta escrita ao último e único amor de sua vida.
“Olá, querido. Prometi não lhe escrever mais, se lembra? Prometi tentar esquecer toda e qualquer memória que ainda assolava meus pensamentos. Mas desculpe, eu falhei. Falhei em tentar amar um outro alguém, falhei em tentar pensar em outro alguém que não fosse você. Mas foi impossível. Foi impossível esquecer de todas aquelas falsas juras de amor… Foi difícil esquecer seus abraços, seus beijos. E ainda é. Eu sinto sua falta todos os dias de minha vida, falta de você e de tudo que você me proporcionava. Eu ainda te amo. Desculpe, mas ainda amo. Depois de todo esse tempo, ainda sinto meu coração bater mais forte cada vez que lhe vejo. Eu ainda tenho uma fixação por você. Eu não deveria… eu sei que não. Depois de todas as lágrimas, de todas as dores e decepções, você ainda me faz te amar, ainda me faz sofrer. Eu te odeio. Odeio você e todo esse efeito que tem sobre mim. E eu não consigo mais controlar-me diante de ti. Eu não consigo mais desapegar-me das velhas lembranças. Eu tentei. Eu juro que tentei. Juro que queria, e como queria, com todas as forças arrancar esse amor do meu peito. Esse amor, que não é, e nunca será recíproco… Eu sinto muito. Eu sinto muito, mas eu ainda não me esqueci de você, e dói saber que tão cedo, você já se esqueceu de mim. Dói saber que os antigos abraços, hoje foram transformados em um simples “oi”. E dói mais ainda, que mesmo sendo tão pouco, um simples comprimento seu, ainda significa tudo pra mim. Eu prometo. Prometo nunca mais lhe incomodar com minhas palavras banais que jamais tiveram qualquer tipo de efeito sobre você. Me desculpe, meu amor… Desculpe-me por ser tão fraca ao ponto de preferir me livrar de tudo, do que de um simples amor. Simples? O amor pra mim nunca foi simples. O amor sempre foi sinônimo de dor… ainda é. Sempre será. Eu te amo. Adeus.” — Fernanda (f-ixation)
"Escrevo como se estivesse dormindo e sonhando: as frases desconexas como no sonho. É difícil ,estando acordado, sonhar livremente nos meus remotos mistérios."
Clarice Lispector
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